sexta-feira, 2 de setembro de 2011

'Importados Não Vão Parar' por Thiago Cezar Pereira da Silva

Da seção Notícias da moda

"Muito tem se falado aqui sobre os produtos chineses, a concorrência desleal, etc, e tal.

Eu queria deixar minha opinião e ver o que pode provocar:

1- A importação não vai parar, nem da China, nem do Afeganistão ou da Índia. Explico: se o Brasil impedir de entrarem mercadorias de qualquer país do mundo para salvar sua indústria, ou com argumentos de que tais e tais países não respeitam meio ambiente, leis trabalhistas, etc, o Brasil estará fechando as portas para o comércio internacional, deixando obrigatoriamente de exportar minério, carne, açúcar, soja, e demais comoddities.

Ninguém gosta de saber , mas a China é o maior comprador de commodities brasileiras. Se não fosse a China comprando todo nosso minério de ferro, queria ver o que faríamos.

As exportações do Brasil superam as exportações, em dólares, por isso a balança comercial fica  positiva. Mas essa conta não considera que somos meros exportadores de commodities ( sendo a maior parte de comida e minérios)  e importadores de tecnologia, bens de capital e até mesmo de produtos acabados.

Além disso, vale lembrar que os preços dos commodities tem subido muito nos últimos anos, o que "salvou" a balança comercial de um déficit colossal.

Ou seja, ainda sim somos uma república de bananas, mas com uns 20 % de classe média que quer ser um páis de primeiro mundo, industrializado e rico.

2 - A indústria nacional nem dá conta da demanda interna de consumo, caso o ritmo da economia continue nos patamares lulistas de crescimento e consumo. São mais de 100 milhões de novos consumidores saindo da classes X, Y, Z para D, C e B.

A indústria brasileira carece de crédito de longo prazo, de isenções tributárias e conta com custos altíssimos de mão de obra, energia elétrica e transporte, e ainda conta com a falta de profissionais qualificados para postos chave. Tudo isso que inviabiliza uma economia de alta escala que pudesse suprir a  demanda nacional.

Que dirá ser um exportador global.

3- A China e demais asiáticos (Índia, Vietnã, Laos, Bangladesh) tem outros modelos de sociedade e de trabalho.

Primeiramente comparemos o salário do Brasil e destes países em dólares e veremos que eles não ganham tão mal:

Salário de uma costureira no Brasil: R$ 800,00 + 20 % INSS + 8 % FGTS + condução + cesta básica + plano de saúde + seguro de vida + adicional de alguma coisa = _+ R$ 1.500,00

R$ 1.500 = U$ 1.000,00

Poder de compra do Real (o que dá para fazer com R$ 800) = com muitas dificuldades se vive -  tudo é caro para este salário

Mesmo os trabalhadores das indústrias nos países asiáticos ganhando entre U$ 80 á U$ 100 por mês,  variando de país para país, o câmbio chega á ser até 11 vezes diferente do dólar.

Ou seja, o trabalhador lá ganha como se fosse aqui, algo em torno de 800 á mil reais, e ainda assim, como na China,  o governo garante alimentação, moradia e educação para o população. Aqui tudo tem que ser pago, e até na comida e nos remédios tem impostos embutidos.

No Brasil é muito diferente, e não é uma questão apenas de superexploração do trabalho. Vejam: nestes países é cultural trabalhar muito e comer pouco (dado que nunca houve o que comer), são países que eram essencialmente rurais, e foram até mesmo devastados por guerras e ainda estão cheios de minas terrestres (Laos, Cambodja e Vietnã).

E a população de lá experimentou uma melhora de vida muito superior á de todos os outros países do terceiro mundo. Podem dizer que o chinês trabalha muito, etc, mas na terra deles, que nem comida tem para comer, por não ter agricultura e pasto, e nem dinheiro para importar, esse trabalho hardjob é uma grande conquista para o povo chinês.

4- Ainda assim, adotando esse modelo de "comunismo do mal" a China conseguiu deixar ser uma fazenda de arroz para ser a maior potência econômica do mundo.

A força fabril exportadora chinesa é uma máquina de atrair dólares que ergueu cidades em poucos anos.

Graças ás ZEIs, uma sociedade agrária e atrasada do Mao Tse Tung se transformou numa potência imdustrial á frente do terceiro e do segundo mundo, beirando o primeiro. 

O governo chinês foi agressivo na sua NEP, e permitiu um desenvolvimento franco e fantástico através do  incentivo ás empresas de capital nacional e ás estrangeiras com capital misto. Na China o governo que não é bobo, a empresa estrangeira só pode deter até 50 % do capital de uma empresa, deixando boa parte dos lucros dentro do país para reinvestimentos.

Sei que pelo menos na China e na Índia os governos financiam com capital de risco e até com fundos perdidos as empresas exportadoras. Aqui no Brasil, que benefício se dá para as empresas exportadoras para competirem no mercado global?

Aqui existe alguma ZEI isenta de impostos e com juro  de 1 % ao mês?

O BNDES ia emprestar 4 bilhões para uma empresa como o Pão de Açúcar comprar o Carrefour. Se ele desse esse dinheiro para 10.000 empresas ele poderia emprestar R$ 400.000,00 para cada uma. Na verdade ele até tem dinheiro para as duas coisas, mas tem medo de atacar de verdade o mercado das pequenas e médias e de ajudar os empreendedores.

Vejam, a China era um páis miserável, quem diria há 30 anos atrás, antes do Deng Xiaoping , que a China seria uma potência? Seria a mesma coisa que dizer que daqui há 30 anos a Bolívia ou Uganda serão as potências dominadoras.

O paradoxo é que a China, sim era como a Bolívia há 30 anos atrás! E hoje já está superando nações do primeiro mundo!!!!

5 - Em resumo, o Brasil é um país SIM ATRASADO, que ficou para trás de vários outros países como os asiáticos fabris (Índia, China, Bangladesh, Vietnã) e outros do segundo mundo como a Coréia do Sul,  México e Turquia.

O governo não vai resolver nada, pois até hoje nunca resolveu. Para o governo que se dane o setor têxtil, importante é exportar bananas, futebol, novela, cerveja e carnaval.

Aqui é uma terra de ladrões, e de uma elite burra que não quer que metrô em higienópolis, nem que os 60 % de pobres deixem de ser pobres para serem classe média apenas pela sua vaidade.

A indústria têxtil não vai quebrar totalmente, mas vai encolher e só algumas vão sobreviver.

Portanto não considero a concorrência desleal. Ela é global.

E quanto ao meio ambiente,a poluição e depredação são parte de todas as civilizações. A graça é que o capitalismo está começando á perceber que a sustentabilidade pode ser lucrativa, e desse modo estpa reciclando e absorvendo essas idéias de origem hippie e anti-capitalista, utilizando-as como marketing, criando produtos sustentáveis e ecológicos.

Porque só vai salvar a Amazônia e se der mais lucro salvá-la do que destruí-la. Nosso sistema é pragmático e visa resultados. Assim como a escravidão só acabaou porque é mais lucrativo ter assalariados do que escravos.

Aos poucos todos serão ecológicos e verdes, pois reciclar é mais lucrativo que jogar fora.
"



Por Thiago Cezar Pereira da Silva link

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

GAP vende tacos em caminhão de rua

Gap, seus moletons não estão rolando mais? Até parece ¬¬




A nova campanha da marca leva às ruas um caminhão chamado de "Pico de Gap" para vender tacos e para promover a nova coleção de outono 1969 Jeans de Rosella Giuliani.
Até dia 30 de Setembro os caminhões estarão em Los Angeles, Nova York, Chicago e San Francisco e com apenas $1,69 se pode comprar dois tacos, uma bebida e um cupom de $20 de desconto.
"A idéia do Pico de Gap surgiu em uma noite quando eu estava jantando com a nossa equipe de design do nosso 1969 no centro de LA", disse Seth Farbman, Diretor de Marketing da Gap, continua "...pensamos que seria uma maneira inesperada, cativante para compartilhar um pouco mais sobre nós mesmos."
Cada caminhão tem um chef com um menu exclusivo, são eles Ryan Scott, Rich Gresh e Katie Lee.






 Para acompanhar no Twitter: @PicodeGapLA, @PicodeGapNY, @PicodeGapSF, @PicodeGapChi e no Facebook.

Link e Link

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Eu Quero #1

...mas a mensagem que aparece no site "We're sorry, this product is currently not available for international shipping." :,(


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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O que tem no novo sutiã da Victoria's Secret??

Adriana Lima foi ao "Good Day New York" para dizer o que há de tão aclamado na nova coleção The Showstopper Bra. O que tem de novidade?


 
NADA!!!!!!!!


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Lagerfeld e sua Coleção Ególatra para Macy's

Dia 31 de Agosto chega à Macy's (235 lojas físicas e e-commerce) 45 peças compondo a coleção "Karl Lagerfeld for Impulse", com preços que vão de $50 a $170.
A linha de produtos conta com alfaiataria, vestidos soltinhos para o dia e ajustados ao corpo para festa, jaquetas de couro fake, minissaias, shorts e bermudas de cintura alta, bodies, meias-calças, blusas e lenços, mas o ponto alto da coleção são as golas brancas e luvas sem dedo (peças usadas pelo estilista), as t-shirts com estampas do próprio Karl e os tweeds à la Chanel.






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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Mulberry Leopard Scotchgrain

Mulberry lança novo conjunto de bolsas com estampa de leopardo. Já disponíveis para venda o valor estão entre £150 e £595.




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Acessórios úteis

Acessórios práticos para quem está pensando em acampar. São eles: o tenis "Radler Trail Camp" da Timberland, que pode dobrado e fechado com zíper, e a canoa "Adhoc" do design Ori Levin, que pode ser dobrada e colocada dentro de uma bolsa, ambos feitos de materiais leves e resistentes para otimizar o espaço e ser carregado facilmente.




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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Documentário da Cultura: História da Moda no Brasil






Direção:
Tatiana Lohmann
Luiz André Prado

Fotografia:
Humberto Bassanelli Jr.
Luiz Villaça

Roteiro:
Tatiana Lohmann

Consultoria:
João Braga

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Assista The Rachel Zoe Project

The Rachel Zoe Project é um reality que conta o dia-a-dia da mais famosa stylist das celebridades de Hollywood. No Brasil o canal Glitz* passa de Segunda-feira às 15h, Terça-feira 11h30 e  Quarta-feira às 21h,  mas você também pode assistir à todas temporadas on-line no link: Blinkx (sem legenda).






quinta-feira, 7 de julho de 2011

Notíciais (FYI)

Da seção Notícias da Moda

Alpargatas investe R$ 177 milhões em fábrica em Montes Claros, em MG (aqui)

 

"MarioUtsch, o presidente da Alpargatas, criticou empresas que transferem a produção para outros países, como a Índia, para baratear custos. "Não sei como o governo acata uma situação dessas. A empresa não investe em inovação, pede taxa antidumping, e depois leva a produção para outro país, cortando empregos aqui", disse. "O Made in Brazil é importante para as vendas, deve ser usado como vantagem competitiva", disse ao G1."


Portal G1 da globo.com

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